VEJA TAMBÈM

▼

ACONTECE NA GREVE: Amanhã, 14/07 tem ato na AV. Fernandes Lima.



Amanhã, terça-feira (14/07), das 16h as 18h, acontece, na Av. Fernandes Lima, ato em defesa da Universidade Pública.

O ato, deliberado em assembleia, tem como objetivo dialogar coma sociedade, dar visibilidade ao movimento, denunciar os cortes do governo e as implicações para a educação pública. Para isso, será realizada panfletagem nos sinais, junto aos trabalhadores e trabalhadoras que estarão saindo dos seus trabalhos. 

Os professores estão convidando os estudantes e técnicos para participarem do ato. 

Leia Moção de repúdio dos docentes da UFAL contra os cortes na educação.

Como partícipes de um movimento grevista nacional que envolve 38 Instituições de Ensino Superior (IFES), a ADUFAL, em sua Assembleia realizada no dia 8 de julho, às 9h, vem a público recusar veementemente as políticas de austeridade aplicadas contra os trabalhadores. No Brasil isso se manifesta nos cortes dirigidos à educação (9,423 bilhões) e à saúde (11,774 bilhões), os quais, juntamente com todos os outros setores, atingem aproximadamente 70 bilhões de reais em 2015, tudo isso na perspectiva de assegurar o superávit fiscal e, consequentemente, o montante necessário para operacionalizar o pagamento dos juros da dívida pública, que somente este ano consumirá 47% do Orçamento Federal – equivalente a mais de 1,3 trilhão de reais.

Consideramos inadmissível que o governo federal opere um corte de 9,423 bilhões na educação, sendo 10% nas verbas de custeio e 47% nas verbas de capital, pois esses cortes inviabilizam o funcionamento regular da universidade pública, implicando na interrupção de programas essenciais de pesquisa e extensão, suspensão imediata da concessão de milhares de bolsas de estudo e na desaceleração de obras em curso e interceptação de novas obras no âmbito da infraestrutura necessárias às condições de trabalho docente. Tudo isso representa um duro golpe na qualidade de ensino, pesquisa e extensão das IFES.

E enquanto, por um lado, o governo federal opera cortes nas IFES e adota uma política que transforma a educação em mercadoria, por outro lado, destina mais de 15% dos recursos do MEC aos propósitos das instituições de ensino privadas, que no ano passado consumiram, somente no âmbito do FIES e do PROUNI, mais de 14,3 bilhões de reais; sem contar a graciosidade do governo Dilma (PT) para com outros setores do empresariado, a exemplo da liberação de 2 bilhões de reais para os planos privados de saúde e mais de 150 bilhões de reais em concessões para aprofundar o processo de privatização de aeroportos e rodovias. Assim, enquanto o governo Dilma (PT), de um lado, é sobejamente gracioso com os banqueiros e empresários, do outro, ataca os direitos dos trabalhadores mediante aprovação no parlamento do PL 4.330 (que regulamenta a terceirização do trabalho) e da nova contrarreforma na Previdência Social, mediante as Medidas Provisórias 664 e 665.

Somos contra o aprofundamento da contrarreforma universitária como mecanismo de implementação das medidas de ajuste fiscal, pois esses cortes conduzem à destruição da universidade pública, gratuita e de qualidade. Na UFAL, os cortes nas verbas de custeio e de capital implicam na suspensão de inúmeras bolsas estudantis, salários de funcionários contratados, de serviços essenciais (limpeza e manutenção) e cortes no fornecimento de energia elétrica etc.

Entendemos que não foram os docentes da UFAL que produziram a crise econômica brasileira e mundial, por isso não vamos colaborar para que se destrua a universidade pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada. Aproveitamos ainda para salientar que recusamos a concessão de reajuste dos servidores que desconsidere os preceitos da paridade e isonomia e que, consequentemente, insista em aprofundar as disparidades remuneratórias entre ativos e aposentados, bem como entre os servidores dos diferentes níveis. Defendemos reajuste linear de 27,3% para todos os servidores federais, em janeiro de 2016, como reposição das perdas acumuladas desde 2010.

Os trabalhadores não devem pagar pela crise; que paguem por ela os banqueiros e capitalistas nacionais e transnacionais que a fizeram! Abaixo aos cortes na educação pública superior! Nenhum direito a menos! Pelos 10% do PIB exclusivamente para a Educação pública!

Comando Local de Greve (CLG) da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (ADUFAL)


Nenhum comentário:

Postar um comentário